lucky-38:

We are the Walking Dead.

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We are the Walking Dead.

Acordei em 2012. Abri as cortinas e estava tudo como em 31 de dezembro de 2011. As notícias são as mesmas, as pessoas são as mesmas, as merdas são as mesmas. Nada mudou. Não é porque é o primeiro dia do ano que um milagre vai fazer as pessoas amarem o próximo ou serem mais educadas. Há coisas que não mudam nunca. Quem quer mudar não fica postando isso no Facebook. Quem quer vai e faz.

I woke up in 2012. I opened the window and everything was the same as at 31 December 2011. The news are the same, the people are the same, the shit are the same. Nothing changed. Not because it’s the first day of the year that a miracle will make people love their neighbors or to be more polite. Some things never change. Who wants to change does not get posting this on Tumblr. Who wants to go and do.

”- Atchim!

O espirro não parecia como a costumeira alergia. O anão cambaleava, apoiado por por um dos irmãos, todos anões. Na verdade, nenhum dos sete pequenos homens exibia uma aparência saudável. Branca de Neve estranhou; afinal, haviam deixado a cabana pela manhã bem dispostos. Ela não sabia, porém, o que havia se passado na mina.

Com o coração apertado, os conduziu até o quarto e os deitou, beijando cada um dos sete narizes. Desejou melhoras. Sentia-se uma mãe. Doia vê-los doentes.

- Boa noite, meus queridos anões.

Com um sopro, apagou a lamparina.

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- Que barulho é esse?

Branca de Neve ouviu alguns gemidos vindos do quarto no alto da escada. Temia que seus amigos tivessem piorado. Deixando a sopa no fogo, borbulhando e exalando um cheiro maravilhoso, subiu os degraus.

- Oh, meus pequenos! O que há dessa vez?

A princesa tateou em meio à penumbra, os gemidos dos anões cada vez mais agitados. Sentiu uma mãozinha puxar-lhe o vestido. Sem dificuldade, encontrou a lamparina e a acendeu.

Os homens estavam irreconhecíveis. Os olhos virados nas órbitas, sangue escorrendo pelas bocas e manchando as barbas. Arrastavam os pés e mantinham as mãos esticadas em direção à Branca de Neve. Branca de Neve estava cercada.

Os sete anões estavam famintos.”

”- Rapunzel, jogue suas tranças. Rápido!

Ao notar a urgência no chamado, ausente da costumeira doçura, Rapunzel largou a escova e foi a passos largos até o suporte onde prendia os cabelos. Não demorou a sentir o peso, e ajudou com puxadas, tentando amenizar a dor no couro. Menos de um minuto e seu amado surgiu no parapeito. Sua expressão não era das melhores: havia medo nos olhos. Agonia.

Antes mesmo de chegar ao topo, ele se atirou para o quarto, rolando pelo assoalho de madeira escura. Rapunzel reprimiu um grito ao ver a perna direita pela metade. O que restara pendia estraçalhada.

- O que aconteceu?

O rapaz não conseguiu formar palavras. Gemidos de dor eram o máximo que escapava dos lábios trêmulos. Rapunzel correu até a janela, seguindo o estranho som que agora se tornava mais claro. O grito dessa vez não foi reprimido.

A torre de Rapunzel estava cercada por uma pequena multidão de pessoas, e aumentava à medida em que outras vinham da floresta. Grunhiam como animais, e esticavam as mãos ensanguentadas para o alto. Não queriam apenas as tranças de Rapunzel.

Queriam sua carne.”

“A  velha Adélia apagara as luzes da biblioteca. O som de seu sapato ecoava  na madeira do assoalho a medida que ela atravessava o corredor. A única  fonte de luz vinha da recepção, alguns metros adiante. Um barulho  chamou sua atenção; vinha da sessão de ficção. Adélia odiava ficção.  Dizia que não se podia aproveitar nada daquelas histórias fantásticas,  cheias de baboseira e sem ensinamento algum. Antes de pensar no que  podia ser aquele som, Adélia foi pega por tentáculos que se enrolaram em  sua cabeça, a impedindo de gritar. Um dos sapatos com cheiro de  naftalina permaneceu caído no corredor enquanto Adélia sumiu por entre  os livros da prateleira de ficção.”

“A velha Adélia apagara as luzes da biblioteca. O som de seu sapato ecoava na madeira do assoalho a medida que ela atravessava o corredor. A única fonte de luz vinha da recepção, alguns metros adiante. Um barulho chamou sua atenção; vinha da sessão de ficção. Adélia odiava ficção. Dizia que não se podia aproveitar nada daquelas histórias fantásticas, cheias de baboseira e sem ensinamento algum. Antes de pensar no que podia ser aquele som, Adélia foi pega por tentáculos que se enrolaram em sua cabeça, a impedindo de gritar. Um dos sapatos com cheiro de naftalina permaneceu caído no corredor enquanto Adélia sumiu por entre os livros da prateleira de ficção.”

“O  rapaz chegou por volta da uma da manhã em seu prédio, e percebeu que a  luz do elevador não funcionava. Receoso, entrou e apertou o botão número  oito. Incomodado com a escuridão, acendeu o celular e iluminou  precariamente o trajeto ruidoso. A respiração pesou e finalmente chegou  ao oitavo andar. Saiu do elevador com a estranha sensação de companhia e  entrou em seu apartamento sem olhar pra trás.”

“O rapaz chegou por volta da uma da manhã em seu prédio, e percebeu que a luz do elevador não funcionava. Receoso, entrou e apertou o botão número oito. Incomodado com a escuridão, acendeu o celular e iluminou precariamente o trajeto ruidoso. A respiração pesou e finalmente chegou ao oitavo andar. Saiu do elevador com a estranha sensação de companhia e entrou em seu apartamento sem olhar pra trás.”

“The flower that was needed for the potion bloomed only every teen years, at winter, on the summit of the highest mountain. He tooked his backpack and headed there with confidence. The wizard promised the potion would bring his beloved back to life. He climbed up and wait. It was only nine years, eleven months and fourteen days left.”

“The flower that was needed for the potion bloomed only every teen years, at winter, on the summit of the highest mountain. He tooked his backpack and headed there with confidence. The wizard promised the potion would bring his beloved back to life. He climbed up and wait. It was only nine years, eleven months and fourteen days left.”

“A pequena fada, presa em  uma armadilha feita de galhos emaranhados, foi pega pelas mãos do ogro  escuro e peludo. Rápida, cravou os minúsculos dentes sob a unha do dedo  do tamanho de um tronco e conseguiu escapar, deixando o monstro para  trás, uivando de dor. Ao virar os pinheiros, encontrou um grupo de belos  elfos e, feliz, pediu ajuda. Um deles a pegou e a prendeu em uma  gaiola, enquanto outro se desculpava, não entendendo como ela conseguira  escapar de sua armadilha. As asinhas seriam de grande valia para o  grupo. As venderiam por uma fortuna.
Enquanto isso, o ogro sentia o ardor da mordidinha, sem entender a falta de gratidão por tê-la salvado.”

“A pequena fada, presa em uma armadilha feita de galhos emaranhados, foi pega pelas mãos do ogro escuro e peludo. Rápida, cravou os minúsculos dentes sob a unha do dedo do tamanho de um tronco e conseguiu escapar, deixando o monstro para trás, uivando de dor. Ao virar os pinheiros, encontrou um grupo de belos elfos e, feliz, pediu ajuda. Um deles a pegou e a prendeu em uma gaiola, enquanto outro se desculpava, não entendendo como ela conseguira escapar de sua armadilha. As asinhas seriam de grande valia para o grupo. As venderiam por uma fortuna.

Enquanto isso, o ogro sentia o ardor da mordidinha, sem entender a falta de gratidão por tê-la salvado.”

“Ele se esgueirou de  mansinho até a janela de seu quarto e espiou pela cortina. A lua cheia  despontava no céu escuro, logo acima do morro do cemitério. O velho  Moisés, cego de nascença, não demonstrava a menor dificuldade em passar  pelas lápides, sorrateiro. Então ele viu o velho Moisés, o vendedor de  cocadas que as crianças adoravam, erguer a cabeça e se transformar em  algo grande enquanto suas juntas se quebravam assustadoramente. Ele  correu de volta pra cama no momento em que ouviu o uivo.”

“Ele se esgueirou de mansinho até a janela de seu quarto e espiou pela cortina. A lua cheia despontava no céu escuro, logo acima do morro do cemitério. O velho Moisés, cego de nascença, não demonstrava a menor dificuldade em passar pelas lápides, sorrateiro. Então ele viu o velho Moisés, o vendedor de cocadas que as crianças adoravam, erguer a cabeça e se transformar em algo grande enquanto suas juntas se quebravam assustadoramente. Ele correu de volta pra cama no momento em que ouviu o uivo.”